The Legend of Heroes – Trails of Cold Steel.

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Não faz muito tempo dês de que o PS Vita recebeu seu primeiro semi desbloqueio, a algum tempo por exemplo em sua versão 3.50. Porém, foi na versão 3.60 com o Henkaku que tudo mudou. O Desbloqueio do console trouxe a muitas pessoas as possibilidades de jogar mais jogos no console pouco e quase não levado a sério pela Sony.

Embora para alguns possa ser o fim do mundo, o Console desbloqueado te trás algumas possibilidades que a Sony, infelizmente não o faz: Um exemplo bem básico disso, é te dar a possibilidade de jogar um jogo Original inglês, com o áudio original do game (japonês). Isso não é o máximo?

Além disso, qualquer pessoa fã como eu, não se importa de ter o console desbloqueado e mesmo assim continuar comprando novos jogos, o maior problema da Sony é a falta de DLC’s úteis para os jogos e a falta de Demos.

Céus, como eu imaginaria que YS Memories of Celceta (Celceta no Jukai) fosse bom, caso eu não conhecesse e amasse a série a tanto tempo? Não existem Demos. E essa é a magia do desbloqueio: Você pode testar e ver se é seu tipo de jogo antes.

E caso você seja como eu, ame a dublagem maravilhosa Japonesa, mas infelizmente acaba pegando redublagens em inglês que infelizmente saem tão mal quanto dublagens Brasileiras (Vide Persona 4 Golden que tem várias linhas de Texto não dubladas durante dungeon, te dando um volume down na música só pra você não ouvir nada sendo dito, ou o próprio YS com suas dublagens chatinhas no Memories of Celceta), e Trails of Cold Steel não foi diferente.

A dublagem do jogo é triste, morta, mas isso eu vou mencionar logo a frente na análise. E também como resolver isso com o Henkaku 3.60! E não se preocupe se você atualizou seu Ps Vita: Você sempre pode deixa-lo sem atualizar e eventualmente talvez você consiga o desbloqueio!

Algumas considerações sobre o Ps Vita e seu desbloqueio antes dessa análise:

  • Futuramente farei uma análise sobre o Henkaku. Então aguardem!
  • Não sou a favor de pirataria, mas não sou a favor de jogos extremamente caros, em um console que foi assassinado pela própria mãe. Mas sou completamente a favor de um desbloqueio que te libere possibilidades de um melhor gameplay e de uma crítica pessoal sua, antes de comprar algum jogo (que vai sair caro).
  • O Desbloqueio é perigoso – Ou seja, você pode brickar permanente seu console. Cuidado.

Agora vamos falar sobre Trails of Cold Steel?

O Jogo:

Trails of Cold Steel é a sequência para Trails in the Sky e Ao no Kiseki/Zero no Kiseki (Esses últimos não foram lançados aqui), e como é esperado da criadora de Ys, tem uma ótima história, enredo e jogabilidade. É considerado por muitos o resultado de “Quando os JRPG de estratégia se encontram com Persona”, e não é por menos. O primeiro título dessa saga é repleto de vida estudantil, quests, notas que você tira na academia enquanto faz as atividades e o desenrolar incrível de uma história que não é feita só pelo mundo e seu ambiente extremamente complexo e bem pensado! É feito por amizades que você pode conquistar, melhorar e LEVAR esse relacionamento para o segundo jogo (Contanto que você tenha o primeiro original, claro [coff coff])! Com um enredo cativante, personagens com backgrounds interessantes, vamos conhecer nossos colegas de classe que vão dês de pessoas comuns que são extremamente estudiosas e mostram que nenhuma pessoa de sangue nobre pode ser mais inteligente do que você, até reformistas e nobres com a honra de um que superam o egoísmo e a arrogância do dinheiro e da sorte que tiveram.Vemos um mundo parecido com o nosso: Vemos a Monarquia moderna, onde a Família Imperial governa todo o país com a Ajuda de quatro grandes casas nobres, vemos pessoas comuns ganhando visão no governo e como isso intimida aqueles que são privilegiados, e vemos a evolução no protagonista que é, sem sombra de duvidas, um dos melhores (embora tenha alguns clichês) protagonista depois da Estelle em JRPG’s de todos os tempos.

Personagens:

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Rean Schwarzer:

Dono de uma personalidade “Os outros vem primeiro”, Rean é o tipo de personagem que vai te fazer pensar “Quem sou eu” e por mais que você ache que tudo está bem, e que ele é um típico Herói destemido cheio de clichês, a ponto de se deixar a segurança em segundo lugar e se colocar entre a primeira fêmea e o chão para ser um bom protagonista, Rean é um dos personagens mais profundos, e o que mais vai te deixar dúvidas sobre o seu background. Praticador do estilo”Eight leaves one Blade School” ou “Escola das Oito folhas e Uma espada”, esse protagonista que parece raso se mostra muito mais complexo (e cheio de mistérios) e demonstra ter uma grande inspiração em Joshua. Rean tem um senso de exclusão de si mesmo incrível, fazendo-o ser extremamente social e se importando muito em resolver suas pendências com todos.

Alisa R:

Alisa é uma personagem feita para ser a Waifu de Rean, mas eu francamente prefiro a Fie e a Laura, e principalmente a Emma, falarei delas mais tarde. É uma garota raivosa que não admite os próprios sentimentos, que vive brigando com você mesmo tendo impedido que seus peitos virassem mesa. Ainda assim demonstra aquela típica atitude de “Who needs a senpai” e quando você menos espera, tá toda corada e cheia dos gaguejares. É uma personagem legal e divertida, e seu background é interessante.

Elliot Craig:

Outro personagem interessante, Elliot é aquele personagem com quem você se identifica: Gosta de música, não é o exemplo de masculinidade, do tipo culto e bem educado que leva sermão do pai “Seja homem”. Mas sério, é o personagem que você se identifica pois não é destemido, ele apresenta ter medo de situações em que você TERIA medo, e é o personagem mais racional de todo o grupo. Seu background é um dos mais interessantes tendo a família mais interessante e que rende ótimas risadas em alguns momentos.

Laura S. Arseid:

Filha do Conde Arseid, Laura é uma personagem séria, não é tão feminina e gosta de praticar da arte da espada. Escolheu a Academia de Thors por deixarem-na praticar da arte da espada, enquanto pode ter a chance de se tornar, como seu pai diz, “Mais Feminina”. Laura é uma das Waifus que eu mais gosto.

Machias Regnitz:

Machias é um personagem extremamente arrogante logo nos primeiros minutos de jogo: Ele é completamente “Eu odeio nobres” mas a primeira frase dele no jogo é extremamente nobre: “Eu quero saber com quem estou me juntando para não andar com gente suja”. Você odeia ele nos primeiros dias de jogo, e começa a se identificar de mais com ele. Vale muito a pena prestar atenção no background dele.

Jusis Albarea:

Filho de uma das quatro grandes casas Nobres, Jusis é orgulhoso, arrogante e não se sente intimidado com nada. Na verdade, Jusis é um dos personagens que você pensa “tu é o vilão né cara?” mas ele tem tom de introversão um pouco afiado, que vai te fazer querer quebrar isso a todo custo. Jusis é muito justo, e tem um problema com Machias logo de cara (Bom qualquer um teria), o que já justifica o fato de você começar a gostar dele. O seu background não é muito complexo, ele é mais o filho que saiu de casa para tentar melhorar a si mesmo e ter uma visão diferente sobre o mundo que não conhece.

Emma Millstein:

Emma é a personagem predileta depois da Fie e Laura pra mim, ela é meiga, bonita e inteligente. Não é uma nobre, ela é extremamente inteligente e seus mistérios são tão aguçados que você não vai saber tudo sobre ela até o fim do primeiro Ato do SEGUNDO JOGO! Mas não se desespere! Não é como se você não pudesse adivinhar nada sobre ela, na verdade é bem fácil ver o quanto que ela tem de importância na história logo em suas primeiras missões! Uma das melhores personagens, eu recomendo muito sempre que possível gastar de seus bonding points com ela.

Fie Claussell:

Fie é uma personagem “Tanto faz” pro mundo, ela é introvertida, não demonstra timidez nem raiva, ela é apenas direta e não demonstra emoções. Extremamente rápida e eficaz em tudo o que faz, Fie mostra logo no começo duas de suas características principais: Ela é esperta e ágil, e ela não é uma pessoa ruim. Só aparenta extremamente estar com desanimo a todo tempo. Uma das melhores personagens devido ao seu relacionamento com a Laura.

Gaius Worzel:

Gaius é um homem forte, alto, moreno e que sabe lutar com uma lança. Ele vem de longe, conhecer o mundo como é, e é extremamente sociável. Tem uma ideologia ótima, e é um dos seus primeiros amigos junto com Elliot. Gaius é o personagem mais calmo de todo o jogo, podemos considera-lo como o rio calmo que ultrapassa todos os caminhos do jogo. Você as vezes vai se esquecer dele, as vezes vai pensar nele. Ele não tem um background muito complexo, mas ele tem uma das personalidades mais nobres de todo o grupo, e é uma das pessoas das quais você não vai ter problema em nenhum momento: Como eu disse, imagine-o como aquele lago bonito em uma planice verde. Ele é muito representante de onde veio e da educação que teve, tornando ele um personagem neutro e amigável o gameplay todo.

Sara Valestein:

A professora da nova classe dos nossos protagonistas, a Classe  7. Sara é divertida, não parece uma instrutora séria, faz com que os alunos se rebelem contra ela com facilidade e ela aparenta ter um olho clínico com a personalidade do Rean logo de cara. Super divertida e sempre nos lugares quando você menos espera, é uma das personagens mais interessantes, não por ter um background ou nada assim, mas por simplesmente ser alguém que você pode contar e se relacionar, sendo uma instrutora não por qualquer coisa. Seu nome em Batalha é “The purple lightning” ou “O Raio Roxo” (Será que traduzi direito? Me corrijam qualquer coisa!) e não é por menos.

A história:

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O jogo acontece 3 anos depois da crise em Liberl. Se você, como eu nunca conseguiu jogar TODOS OS JOGOS da série Trails in the Sky por que a XSEED tá demorando pra traduzir tudo, você vai pegar GRANDES SPOILERS no meio desse jogo. Primeiro por que ele é cheio de referências diretas na história sobre Trails in the Sky (Diferente do Ao no Kiseki/Zero no Kiseki que você PRECISA fazer uma quest escondida pra ter referências), então cuidado!

A história se passa no continente de Erebonia, que é controlado pela Família Imperial e Quatro grandes casas Nobres. A história mostra uma nova Classe da Academia Thors, que causa uma certa comoção e revolta nos personagens logo no inicio do jogo. A Classe 7 é uma classe com currículo diferenciado e com uma abordagem do mundo bem diferente do habitual do que as classes I a V. Aliás, Thors tem uma divisão bem interessante e injusta de vários pontos de vista: Aqueles que são Nobres ou que vem da nobreza tem direito direto à ficar nas classes I e II da escola, e dormem no Dormitório Superior. Os nobres também tem uma sala especial no ultimo andar (Inteiro) do prédio da união estudantil do campus. (Sim, Thors é praticamente uma universidade que forma soldados, muito melhor que qualquer exército brasileiro), as classes III a V tem os “Commoners” ou pessoas comuns, e esses dormem no dormitório abaixo, ambos fora da escola. Já a classe 7 é uma classe nova que conterá apenas nove alunos, que foram segundo análises, compatíveis com um sistema novo chamado ARCUS. Ignorando essa desculpa para juntar os protagonistas em uma classe pequena, a Classe VII tem um dormitório só dela, em uma construção mais antiga da escola (Um dormitório mais antigo), e sua grade curricular inclui viajar por toda Erebonia e compreender as diferenças e desafios impostas pela vida.

Os personagens vão evoluindo e mostrando seu background conforme se tornam mais unidos como uma classe e como amigos, enquanto descobrem que as tensões entre a Polícia Nobre e a Polícia Imperial apenas aumentam com as tensões com outros países vasinhos, ameaçando não só uma guerra interna em Erebonia mas também com problemas externos de outros países.

O Gameplay:

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O jogo tem um gameplay parecido com Persona 3/4. Você tem seu dia a dia na escola militar, onde você vai estudar. Você VAI ter que ler livros por que o jogo é repleto de questões do mundo interno (Que é tão extenso quanto um Final Fantasy), se você errar, nada mais recebe do que a resposta certa. Se acertar, ganha um ponto AP que vai influenciar na sua nota final no fim do mês e vai te dar prêmios. AP é algo que você consegue com missões secundárias e principais as quais você recebe todos os dias livres.

Além de estudar e de ajudar todo mundo na escola, que será uma de suas primeiras tarefas, você também é solicitado a checar uma construção Antiga da Escola Militar, construída a mais de 200 anos atrás, que guarda grandes mistérios, e contará como uma dungeon progressiva no jogo.

Você também terá Bounding Points, ou adaptando isso bem rusticamente: Pontos de Amizade, uma vez que Bounding lembra muito Estreitar Laços, não consigo pensar em nenhuma tradução melhor. E como dá pra entender bem, são pontos feitos para você tornar seus laços com seus colegas de classe mais estreitos. (Bounding também significa Delimitar, então pode ser usado dessa forma).

O jogo é um pouco lento por causa disso: Fazer as quests vai te dar um grande tutorial sobre o jogo, que tem muita coisa: Dês de guardar informações de NPC’s em seu livro, até cozinhar e pescar, o jogo é rico em detalhes e vai te deixar tonto no começo. Mas se você tiver paciência de ler, o jogo logo te joga nos estudos de campo, e você começa a compreender o padrão que o jogo vai te inserir.

Fora as similaridades com persona, esse jogo não deixa de ser um jogo da série Kiseki, então todo o resto é igual, inclusive a similaridade com o trabalho dos Bracers, é bem parecida. E o jogo é bem esperto, em te jogar em um prólogo bem interessante te fazendo querer saber o que acontece no futuro, já que ele te joga logo depois alguns meses no passado.

E não podemos esquecer que, como todo RPG, este jogo vai te render umas 70 / 100 horas de jogo se você buscar fazer tudo, procuras quests escondidas e buscar nota S em todos os capítulos. O Sistema de pesca deste jogo é bem simples se comparado com outros jogos, mas é isto que faz a pesca não ser entediante uma vez que você consegue itens importantes com pesca.

Por fim, o gameplay segue um padrão: Escola, Quests, Dungeon da Escola, Provas e Prova Física Final, Estudo de Campo – Algum problema sério nesse estudo que vai te dar dicas sobre o que está acontecendo no background do jogo – E o fim desse estudo de campo resulta no fim do capítulo. O jogo em si é muito gostoso e vale  a pena, principalmente se você sente falta de jogos com história e enredo, o Mundo de Cold Steel é tão complexo e incrível que vai te ensinar muito mais sobre assuntos importantes na vida como Política e Guerras, do que a escola do ensino médio. Então vale a pena saber inglês e se afundar nesse mundo maravilhoso cheio de personagens ricos que evoluem acima do clichê e além!

Batalha e Habilidades:

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Cold Steel tem o mesmo sistema de Batalha por turnos de Sora no Kiseki/Trails in the Sky, com a diferença gráfica eminente. Quando você pensa em RPG’s, logicamente você imagina um sistema de turnos, e este é provavelmente o sistema de Turnos que mais me agradou já que pega o clássico desenvolve, mas não tira a sua noção básica de um JRPG interessante.

Aqui nós temos algumas novidades, o sistema ARCUS integra seu Obrement, e agora te possibilita linkar com algum de seus colegas, te dando vantagens na batalha que fazem TODA A DIFERENÇA. Durante o Gameplay, esse sistema evolui com os personagens, te permitindo fazer um ataque combinado entre pressionar X (Ou círculo na versão japonesa), para um golpe de assistência, Triângulo para um golpe em dupla e até Quadrado para um ataque em equipe!.

Quanto ao resto é idêntico aos antigos Legend of Heroes: Temos uma movimentação limitada com base em cada personagem, temos comandos de ataque, movimento, artes, crafts. E falando nesses dois últimos, Artes são usados com os Obrements, são as magias que você equipa utilizando a tecnologia das pedras de Quartzo que você consegue durante o jogo, essas pedras podem te dar buffs ou magias interessantes. Arts utilizam EP. Crafts são habilidades naturais dos personagens, utilizam CP e isso é algo que você consegue atacando, seja com Arts ou com Ataque normais, usando Crafts ou levando Dano. Uma vez que você consiga 100 CP você consegue utilizar um S-Craft (Ou Super Craft) que é uma habilidade especial, e com 200CP esse golpe fica muito amis forte. Qualquer S Craft gasta todo o seu CP independente da quantidade, contanto que acima de 100!. Nota-se que apenas dois personagem tem seu S-Craft liberados logo no começo do jogo, os outros vão liberando aos poucos conforme a história avança.

A batalha com esses conceitos se torna muito rica, e vale cada centavo a estratégia que você precisa para derrotar os inimigos. Vale lembrar que é sempre bom Salvar o jogo antes de lutar contra um boss.

Gráficos:

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As animações do jogo são divididas em duas partes: A menor é feita em animação normal, em forma de Anime e muito mas muito evoluída perto do que vemos em Trails in the Sky, isso por que a Falcom aprende com o tempo e evoluí a cada jogo.

Já as animações do jogo são todas em 3D, e seguem o padrão YS que encontramos em Celceta no Jukai, mas melhorado. MUITO melhorado. Se você acha que gráficos costumam estragar os jogos, no caso DESTE JRPG é o contrário. O jogo se torna atrativo de mais a jogar, por que convenhamos: Trails in the Sky é ótimo, mas os personagens minúsculos dependendo apenas de desenhos para expressar suas reações não agradam tanto a jogadores menos fanáticos por jogos de estratégia. Este jogo já inicia te deixando tonto com ação, história e gráficos maravilhosos, além da música que menciono depois. Cold Steel agrada muito o olho nu do jogador inexperiente de JRPG’s e é muito bem feito.

Durante todo o jogo, você vai ver os personagens sendo representados por eles mesmos, e não com imagens deles em seus quadro de mensagens, quando isso acontece, você vê a boca deles de mexendo e suas expressões mudando tanto em seu balão de mensagem (que vai ter a cabeça dele do lado esquerdo), quanto em seu modelo 3D em pé, olhando a outro jogador. Isso trás uma realidade nova pro jogo que deixa ele cheio de vigor, te dando um banho de delícias.

Isso torna os personagens muito mais expressivos e reais, fazendo os clichês animes se tornarem divertidos de ver.

E se você acha que as famosas cenas in game de luta de Trails in the Sky eram bobinhas e fofas, naquela perspectiva, aqui elas ganham um grau de realidade superior, tornando tudo mais incrível de se ver. Me dá um arrepio só e lembrar das cenas in-game de batalhas automáticas, que ao invés de te teleportar para uma batalha automática só pra você ter que ver uma transição, e depois voltar para o jogo, te mostra uma cena em tempo real, e que o Ps Vita aguenta bem, considerando que esse jogo foi feito pra rodar no PS3 e que o Ps Vita teve um update que diminuiu a quantidade do Clock da GPU pra economizar bateria (fazendo que os jogos fiquem com slow down com maior facilidade).

No geral, o jogo é um primor gráfico.

Áudio/Música:

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Aqui, nós temos o ponto mais forte do jogo (e fraco na versão americana, e já explico por quê).

Temos um áudio fantástico. “Mas Yekk! Nada supera Final Fantasy”, e discordo amigo. FF tá ai a séculos e eu amo a franquia, mas não dá pra desmerecer o incrível trabalho orquestral da Falcom com relação à Música. Não existe UM trabalho da Falcom dês de Ys I&II Chronicles que não seja fantástico. Existe uma mistura entre um rock de batalha até uma música de Boss Battle épica, toda tocada com violinos, batidas elétricas e todo orquestrado que faz os seus ouvidos se deleitarem com um áudio tão bom, que você VAI ter que usar um BOM fone de ouvido, desses que abafam o mundo, e abaixar os sons de vozes e efeitos, só pra poder apreciar as músicas maravilhosas do jogo. A Falcom realmente é tão boa com músicas, que tenho praticamente todas as OST’s de seus jogos mais recentes, e essas músicas batem de frente com as de FF, te garanto.

E como estamos falando de música e áudio, vamos falar sobre a dublagem?

A dublagem é algo complicado nesse jogo: Americanos tem síndrome de “Eu preciso que esteja TUDO na minha língua”, mas assim como brasileiros, eles não tratam a dublagem como algo essencial e profissão. É aquilo que sempre digo: Nunca será a mesma coisa assistir Senhora do Destino em Espanhol ou Inglês, por que o áudio brasileiro é melhor, por que é original. E isso pelo visto, vale pro mundo, exceto pro Japão.

Japoneses fazem um trabalho MARAVILHOSO de dublagens, eles sabem muito bem que naturalidade e harmonia é uma coisa que se alcança com muito treinamento e dedicação, e eles se dedicam.

Infelizmente, Trails of Cold Steel sofre com sua dublagem fraca em inglês, que os americanos até elogiam, mas já vi muitos chorando que é uma porcaria. Aliás, Trails of Cold Steel seria um jogo que eu não jogaria por sua dublagem.

Porém, com o Advento do desbloqueio, existem infinitas possibilidades, e uma delas, é usar o recurso de DLC que NUNCA é implementado nesses jogos, nem internamente, nem pra download (Essas coisas poderiam ser internas sabe? Jogar no áudio original? Alguns jogos oferecem isso, e de graça). Veja bem, enquanto você, possuidor do jogo Trails of Cold Steel original acha que vai ter que baixar o jogo Undub na internet, (coisa que não tem, você tem que fazer o undub acontecer manualmente, e já aviso: Pirataria no PSP é fácil, no PS Vita é chato, complicado e suscetível a erros; No seu console desbloqueado com jogo Original, você pode acessar as memórias de seu SD e, lá, encontrar o nome do jogo (que normalmente está na caixa dele, o código ULUS (ou seja lá qual for), está no cartão do jogo também), e navegar até a pasta Jogo/DLC desse jogo específico, e adicionar o arquivo data.psarc de áudio undub original que você VAI ACHAR pra download sim (Tamanho do jogo). Qualquer arquivo que seja igual ao arquivo de jogo (do cartucho), que esteja dentro da pasta DLC do jogo, vai ser iniciado PRIMEIRO pelo Ps Vita. Ou seja: Ele vai reconhecer como um DLC e pronto! Você agora jogo seu jogo original, com o áudiooriginal porém, com tudo escrito em inglês!

Com esse advento, você pode aproveitar TODO o potencial maravilhoso desse jogo, e eu devo dizer, a versão Undub dele é como qualquer jogo originalmente dublado em japonês: Um primor. As vozes são incríveis, expressivas. Enqaunto você escuta um Rean (Rweeaan em inglês) gritando “STOOOOOP” bem teatral de criança de 10 anos que não sabe interpretar e que machuca os ouvidos, você escuta um Rean gritando YAMEROOO tão alto e desesperado no prólogo do jogo, que é óbvio quem sai ganhando.

Veja bem, não estou dizendo que é ruim jogar dublado em inglês. Só estou dizendo que americano acha que pode dublar de qualquer jeito, sabe? Não é como Final Fantasy, que é dublado durante seu período de produção, e pela própria SquareEnix, fazendo um trabalho maravilhoso (me fazendo preferir o inglês). Estamos falando da Falcom, uma empresa local Japonesa, pequena, que tem seu jogo traduzido pela XSEED uma empresa americana, que posso afirmar: Pra dublagem é amadora de mais. A única dublagem BOA deles até hoje foi de YS: Oath in Felghana, e olha lá. E mesmo assim fica melhor em japonês o jogo.

Voltando ao tópico! Se desconsiderar a versão dublada, e você conseguir por as mãos no Undub do jogo, ele é uma maravilha, não existe COMO discutir. Se você defende a versão em inglês, é que infelizmente não existem Gameplays undub na internet, mas deixe-me colocar pra vocês um SPOILER (Só vejam se não se importarem), da mesma CENA em japonês e em inglês do jogo. Vocês vão entender.

Em inglês – Comece de 14:08

 

Em Japonês (Original) – Comece de 3:31.

Não existe mais comentários após esses dois vídeos, né? É óbvio que a dublagem japonesa tem mais cara de que “É real”, sabe? Ninguém vai falar com voz de mosca morta, durante uma cena que deveria ser “inacreditável” algo como ‘He’s supressing his power” com a voz mais “Nah, tanto faz, vou falar isso como quem não se importa”, sabe? Deixem seus comentários sobre os vídeos. Vale a pena ver tudo a partir do momento que destaquei, uma vez que a cena é igual a partir desses dois momentos. Undub é basicamente as legendas do jogo em inglês, e apenas o áudio em japonês.

Vamos finalizar então?

Nota Final:

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Trails of Cold Steel é incrível, assim como sua continuação (Ainda melhor).

O jogo te dá uma evolução maravilhosa, um trabalho de dublagem (original em japonês) impecável e uma experiência com os personagens abundante e rica em detalhes.

Tem que ler? Nem tem, isso não te impede de jogar. Tem que estudar a história do jogo: Detonados tá cheio por aí, então não precisa, você só vai se aprofundar no background do jogo e receber recompensas por responder corretamente as questões, nada mais. Dá pra entender tudo sem fazer todas as quests: Claro que dá. A maioria das quests secundárias só complementam a história.

O jogo é cheio de cenas interessantes, e meu conselho como alguém que já fechou o jogo: Não deixe de prestar atenção em nada, por que tudo se encaixa. E o que não foi explicado agora, vai ser no próximo game, não deixe de jogar só por que cansa. Jogue, por que vale a pena. Não pule pro próximo jogo pra fingir que você tá no anime IS, por que vale a pena jogar esse até o fim. Você se sente completo quando começa o segundo, sério. Tudo faz sentido.

Por fim: Esse jogo maravilhoso, mesmo que você não consiga jogar Undub, jogue. A experiência não vai ser a mesma; Os nomes não são  pronunciados iguais, na verdade eu não entendo por que Americano não tem a capacidade de reproduzir um nome no seu jeito natural, sem enrolar o R, e fazer um Rean (quem que tem som de um R bem forte no E), ficar rrrweaan bem enrolado. É ruim por que, essa adaptação de “sotaque” que não deveria acontecer, te faz pronunciar o nome dos personagens errados. Eu joguei dês de o começo com áudio original, e FAZ MUITA diferença, você nem tem ideia. Além disso, não faz sentido dublar o jogo inteiro, se você não é capaz de Dublar a abertura, pelo amor de Deus, né?

No mais, eis minhas notas:

  • História: 10.
  • Gameplay: 9.
  • Enredo Geral: 10.
  • Música: 10.
  • Dublagem: 10 (Japonês), 3(Inglês).
  • Gráficos: 9.
  • Final: 9.6 (Undub)/ 8.5 (Inglês).

Lembrem-se que essa nota é dada por um jogador, que gosta de JRPG e que tenta ser imparcial, mas não quer vender um jogo ruim (como várias revistas e jornais fazem, puramente compradas, como aconteceu por exemplo: Com Resident Evil 4 “Ultimate HD EDITION” de pc, que de HD não tem nada), então acredito eu, que seja mais confiável do que ver a imparcialidade da mídia comprada.

Por fim, espero que tenham gostado dessa análise, mais dúvidas sobre o PS VITA desbloqueado e até mesmo discussão sobre Pirataria (Por que sim, nada justifica a pirataria, independente de onde vem, assim como nada justifica a falta de atenção das empresas e a falta de cobrança de qualidade da Sony com os jogos), podemos discutir abertamente sobre tais opiniões!

Abraços!

Yago Igor do Prado – Recife – PE – 16-12-2016. (e-mail de contato: yago.i.prado@outlook.com). Texto Original sem segunda correção.

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