A turbulenta saga de Final Fantasy XIII no PC.

Olá caros amigos, a quanto tempo não venho lhes cumprimentar e conversar com vocês?

Hoje venho escrever sobre a História que Final Fantasy XIII teve nos Pc’s até agora.

Venho declarar que não vou me aprofundar na história, ou jogabilidade, apenas em como os Ports estão sendo tratados pela Square Enix, se você quer análises de “devo jogar” ou “História é boa”, existem milhares de matérias sobre isso.

Final Fantasy XIII – 9 de Outubro de 2014.

Em 2014 a Square Enix anunciou na Steam o novo jogo de Final Fantasy que depois de ter totalmente estuprado nos consoles, finalmente viria pra PC. Final Fantasy XIII tem um enredo “legal”, com uma jogabilidade linear e cansativa, que muitas vezes te faz dar uma “Pausa” no jogo e esquece-lo. Mas quando pensamos que não há mais do que reclamar da Programação do jogo, o jogo finalmente chega pra PC, portado diretamente do Xbox, sabendo-se que a versão de Xbox é inferior a de Ps3 por causa dos vídeos (menores que 720p no Xbox, contra 1080P no Ps3), A Square conseguiu o que ninguém imaginava. Um jogo de 2010 não conseguia ser reproduzido em um I5 com uma GTX 980 e uma enorme quantidade de Memória RAM. FPS caiam incansavelmente, o jogo decidia sozinho se seu sistema era “Bom” ou não, e então aplicava Gráficos com base no que ele pensava, seja qual for o gráfico automático que ele aplicasse, o jogo travava, ficava lento, as batalhas ficavam em slow down a todo momento, e bom, isso foi fruto de uma péssima programação, adaptação e trabalho da Square Enix. Em menos de uma semana, já haviam mais de 400 comentários negativos sobre o jogo.

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Negativas atualmente depois das correções. 18/12/2015. Fonte: Steam

Esses comentários não se resumiam em péssima jogabilidade, e sim em péssimo framerate, e gráficos que pareciam mais surrados que os de console, devido ao fato de não ter configurações internas de gráfico no jogo, além disso o jogo vinha travado em 720P como já era esperado de um port do  Xbox 360 da época. Veja bem, não estou dizendo que o Port é ruim por ser do Xbox, jogos do Xbox são ótimos, apenas ESTA versão do Final Fantasy pra Xbox foi muito mal projetada.

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Imagem do Jogo no PC em configurações máximas. Fonte: Autor

Não demorou muito para ferramentas como GeDoSaTo sairem do baú, pra corrigirem esses problemas do jogo melhorando alguns problemas, liberando opções gráficas básicas, e afins. Logo a Square Enix anunciou o lançamento de FFXIII-2 e com ele, um Patch de correção pro primeiro jogo e inserção gráficas. O que ela prontamente fez na data apontada.

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Gran Pulse – FF XIII – Fonte: Autor.

Hoje, o jogo flui quase a 60FPS, com suas correções gráficas, com lançador para configurações bem precárias gráficas.  Até hoje não saíram muitos MODs pro jogo, a Square Enix aparentemente vê o controle de Xbox pra Pc em tons de cinza (O que é bom e ruim), no caso do ruim é que fica tudo sem vida no controle como se você estivesse jogando uma versão “ruim” do jogo original (é a impressão que me passa, com o jogo de botões em tons de cinza).

Por fim, o jogo é lindo, tem algumas melhorias e adições em comparação aos consoles, e agora que você pode efetivamente escolher o nível de detalhes e texturas, dá pra ver que o jogo é esteticamente lindo em comparação aos seguintes. Lembrando que é o maior de todos os jogos devido ao seu número de cutscenes incríveis todas em CG.

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Final Fantasy XIII-2 – A história até então… 11 de Dezembro de 2014.

XIII-2 continua exatamente de onde o XIII parou, porém o foco muda totalmente. Você passa de correr por rotas fixas, sem NPC’s porém com muita vída e cheia de inimigos que não dá pra fugir (essa frase contém elogios e críticas ao mesmo tempo), Final Fantasy XIII-2 melhorou em tudo o que os jogadores reclamavam do jogo anterior.  Primeiro, a troca de Paradigmas é natural, flui bem e não te ferra durante uma batalha, além de ser bem mais rápida (e me pergunto por que nunca saiu um Patch pra corrigir isso no primeiro jogo), agora você só tem dois protagonistas o jogo inteiro, e você começa a pular de tempo e espaço, indo pra várias localidades já visitadas no jogo anterior porém em tempos diferentes. Sim, você se torna um viajante do tempo. Radical a mudança não?

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Uma das partes mais bonitas do jogo. Fonte: Autor.

Mais radical ainda, é o fato de a Protagonista da capa do jogo (que aliás, diga-se de passagem é uma das capas mais belas do Ps3), não é jogável. Mas vamos pular os problemas históricos do jogo, este não é o foco desse texto, e sim mencionar o que aconteceu na sua data de lançamento.

Em  11 de Dezembro de 2014 foi lançado junto com o Patch atualizado de Final Fantasy XIII (Que na época não mudou quase nada em desempenho, este só foi atualizado em julho deste ano mais ou menos, se tornando jogável), Final Fantasy XIII-2. Mas o jogo não agradou muito aos fãs da série, não da série geral de FF mas sim da série FFXIII. Veja bem, o jogo chegou tão instável quanto o primeiro, com framedrops ridículos a ponto de você assistir a primeira cena após a CG inicial, toda em slow down. Claro, que hoje o jogo é quase jogável com seus 55 – 50 Fps atuais em minha máquina, me permitiu até fechar o jogo. Mas veja bem, o jogo chegou tão mal programado e portado pro sistema, que chegou a me impedir de compra-lo até Junho de 2015.

Graficamente falando, ele está mais bonito em alguns locais e menos bonito em outros, ele tem 28 GB mais ou menos de espaço, se não menos e tem locais mais vívidos, texturas melhoradas, mais grama onde deve ter, enfim, ele é bem robusto, mais “colorido” digo, vívido do que o primeiro. Ainda assim, você percebe a perca de qualidade pois não existem mais CGs, além da inicial e final.

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New Bodhum. Um dos ambientes mais belos e trabalhados do jogo. Fonte: Autor.

O jogo veio com todas as DLC’s exceto quatro roupas especiais, e todas as armas de DLC das versões originais devido à “problemas de copyright”. Claro, logo a galera descobriu que tinha como “chamar” essas DLC’s não inclusas pois, elas estavam ainda dentro do jogo, mas com a atualização de performance a Square substituiu todos os skins das DLCs por uma mancha branca e maluca.

O jogo, claramente um Port do Xbox Novamente (suas imagens de “Help” e datalog exibem os ícones do controle do Xbox 360 em colorido, enquanto o jogo continua com o jogo de cores em tons de cinza), demorou muito pra ser jogável, mas suas melhorias, o número de monstros dentro do jogo (ultrapassando 125 monstros que podem ser capturados, se não estou enganado), side quests bobinhas mas divertidas, fragmentos que você pode pegar, 8 finais de paradoxo extras, além de três Dlcs de campanha (uma delas, pra entender o que acontece com a protagonista do jogo, que aliás gerou muita revolta dos fãs na época), fizeram o jogo valer a pena. A turbulência do jogo no seu lançamento foi corrigida, e esperamos que eventualmente em 2016 ambos os jogos consigam rodar sem problemas em maquinas atuais e modestas.

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A protagonista do primeiro jogo. Fonte: Autor.

Por fim, podemos dizer que embora este tenha sido turbulento, ele está mais bonito que o primeiro uma vez que este foi trabalhado igualmente pro Xbox 360 quanto pro Ps3. Sendo assim, os gráficos estão belos, e o jogo é um caso a parte pra se parar e admirar. O maior problema é a Câmera do jogo, as vezes não dá pra bater uma foto por causa de como ela se posicona no(a) protagonista e acaba impedindo uma boa imagem, diferente do primeiro que parece que foi feito pra se observar. Como nota: se conseguirem, joguem este, é mais divertido que o primeiro.

Final Fantasy XIII – 3 Lightning Returns. 10 de Dezembro de 2015.

A pouco, dia  10 de Dezembro, praticamente um ano de aguardo a Square Enix lançou finalmente Final Fantasy XIII-3 Lightning Returns, e este encerra por completo sua trilogia.

Depois de um ano, a Square Enix aprendeu sua lição, e agora ela fez um port completamente jogável, em minha máquina que ultrapassa o “recomendável” varias vezes, o jogo flui entre 55 – 60 FPS, e as batalhas porém, fluem a 60 FPS constantemente. O jogo dispensou um Launcher e agora ele fica em Janela sem Bordas, as configurações gráficas podem ser acessadas pelo menú de contexto dessas bordas.

MAS, como não se pode deixar a Square toda contente, ela tinha que fechar esse ciclo dos horrores com algum problema, alguma reclamação, se não: Não é Final Fantasy XIII.

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Luxerion – Gráficos Improvados. Fonte: Autor.

Foi removido do jogo toda a interatividade Online interna que existem nos consoles (Isso mesmo, sem turbo eter boys), porém ela inseriu uma DRM que exige que você use o Steam Cloud e esteja online pro jogo iniciar. Não se sabe por quê, exatamente, mas esqueça jogar este game num notebook em uma viagem sem conexão.

Fora as milhares de reclamações em questão a isso, aqui vão minhas concepções sobre este port:

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Uma das partes de Wildlands – Texturas melhoradas se comparadas ao PS3 – Fonte: Autor.

Primeiro, este jogo é portado diretamente do PS3, você percebe isso vendo a primeira imagem de Help do jogo que diz “Por favor, não desligue seu sistema PS3 enquanto o jogo estiver salvando”, claramente uma falta de vontade dos programadores de editar uma fucking imagem. Ainda assim, o jogo tem um tratamento superior do que aconteceu no console.

Vamos ser claro aqui, as texturas do FF LR no Ps3 por exemplo, em Dead Dunes e Wilderlands é uma porcaria. São polígonos de árvores, até parece que encarnou o Minecraft no jogo. Parece que ele foi finalizado as pressas, e só. No PC isso mudou bem pouco mas mudou. O tratamento nas roupas, nos personagens, nos NPCs e em várias áreas do jogo são dignos de print-screen. Embora o jogo passe longe da beleza do FF 13 e 13-2, ele está muito mais bem trabalhado que o console, e a funcionalidade dele, muito melhor que os outros. Parece que um ano de espera valeu a pena, e este jogo tem assim como o segundo, apenas duas CGs, o resto é interno mas desta vez, ele está bem trabalhado, e várias texturas de PS2, na versão de console foram “melhoradas”, então várias montanhas e locais estão francamente magníficos perto das versões de console.

Por fim, meu resumo: Final Fantasy XIII começou mal, continuou péssimo e terminou mais ou menos, se não houvesse o DRM, talvez tivesse terminado muito bem! Mas isso é o cenário atual, o terceiro jogo com certeza vai receber vários Updates até estar rodando perfeitamente bem, sem nenhum slow down de levinho como me acontece agora, e os outros dois, provavelmente também.

Lightning Returns melhorou em 100% perto do primeiro jogo, jogavelmente, mas graficamente é perceptível que os produtores usaram a desculpa de “fim do mundo” pra sequer polir a porcaria de um botão de um portão (se eu lembrar de tirar print, coloco no texto futuramente.).

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Comparem o polimento da Personagem NESTE e no jogo Anterior (nos três na verdade), vão perceber que estão bem polidas as roupas, cabelo, etc. Atrás, texturas de PS2 não melhoradas! Fonte: Autor.

Sendo assim, este é o resultado atual, três jogos, que tiverem uma chegada tão turbulenta na Steam, que chega a ser engraçado. Ainda assim, eu devo admitir, sou fã da saga XIII. Não mais que da VII, mas ainda sou.

Resumo da história:

FFXIII – Lindo graficamente, péssimo de jogabilidade.

FFXIII-2 Lindo gráficamente, Jogabilidade aprimorada mas ainda mais pesado que o primeiro.

Lightning Returns – Maravilhosamente trabalhado nos FPS, batalhas lindas, gráficos melhorados em relação aos consoles (diferente dos dois últimos títulos que pouquíssima coisa foi melhorada).

Texto por: Yekkusu Sekai Seiken – Fã e jogador de Final Fantasy XIII, porém que sabe reconhecer que não é perfeito. 19/12/2015.

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