Ys – Memories of Celceta

Olá pessoal, finalmente estou aqui para fazer um Review do nosso novo, e novíssimo e recém lançado game – Ys: Memories of Celceta.

Como já sabem, eu já mencionei sobre este jogo aqui no blog, mas eu ainda não tinha muita informação, exceto que no vídeo divulgado, havia um túmulo com o nome do Adol já com algum musgo cobrindo ele, e de certa forma eu acertei.

Eis o link da matéria em que eu falei sobre o jogo antes de ser lançado: https://yekkusu.wordpress.com/2012/07/06/ys-foliage-ocean-in-celceta-opening/

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Este Ys tem um nome diferente em japonês – Ys Celceta no Juukai. Em inglês, este nome passou por transformações, primeiro foi chamado de Ys Foliage Ocean in Celceta e depois de Ys Sea of Trees, mas o mesmo veio a ser lançado por Ys – Memories of Celceta.

Vamos analisá-lo então?

– História

A Falcom tem uma missão estes tempos, que é colocar todos os Ys nos eixos. Existem muitas versões, mas fica complicado baixar tudo ou tentar jogar tudo, já que algumas são exclusivas, e até raras de serem encontradas. Rebirths dos títulos foram nascendo, e exceto pelo Ys I e II que tiveram apenas uma remasterização, os outros jogos da série foram ganhando um Brilho a mais sendo totalmente refeitos. Dês de Ys Oath in Felghan (Alá Ys III) que foi uma evolução do sistema apresentado no Ys VI, e Ys Origin que foi a evolução final daquele novo sistema plataforma, uma nova era nasceu com Ys Seven. O primeiro exclusivo para Portátil, usando o máximo potencial gráfico do PSP. Este jogo porém, nunca saiu pra PC.

Pois bem, Ys Memories of Celceta segue o enredo dos jogos Ys – Mask of The Sun e Dawn of Ys (As duas versões diferentes do YS IV com os mesmos personagens), o chamado Ys IV teve dois títulos, e ambos continham histórias diferentes, e Ys Memories of Celceta vêm para acabar com os dois, e se sobrepor, e por fim colocar uma linha RETA às aventuras de Adol Christin.

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Este jogo se passa entre dois e três anos depois da primeira aventura de Adol, e é o quarto na cronologia oficial. Neste, Adol é encontrado vagando por Cansan, uma cidade fronteira que fica na entrada da grande e inexplorada floresta das terras de Celceta. Adol é encontrado por seu amigo de longa data Duran, que logo descobre que ao ouvir da boca do homem ruivo “Quem é Adol?”, descobre que seu amigo está com amnésia. Em troca de ajudar Adol a recuperar suas memórias, Duran quer dinheiro, e qual a melhor forma de fazer isto? Mapeando toda celceta, e entregando pras autoridades de Cansan, que são parte de Romun (É assim que se escreve?). E assim, Adol e Duran saem em busca da verdade por trás da perca de memória de Adol.

– Imersão

O jogo te trás uma imersão imensa na história em si, o que raramente acontece em outros jogos. Este conseguiu fazer-me pensar que a situação realmente poderia ser complexa.  (SPOILER A FRENTE, PULE ESTA PARTE SE NÃO QUISER LER) Inicialmente, imaginei-me dentro da antiga Esteria, mas logo descobri que não. Depois, pensei que o jogo ia ser totalmente clichê, Adol perdeu as memórias legal. Mas o jogo te faz querer saber o que aconteceu. Você recupera tais memórias tocando em globos de luz azul com Adol, algumas memórias aprofundam a infância de Adol, dando uma personalidade infantil pra ele, enquanto outras mostram o que ocorreu no jogo. No começo, elas são um borrão em branco, sem muita informação, mas depois elas demonstram situações que fazem você perceber que Adol já passou por ali, ele fez algo ali, e você quer saber junto com ele o que ele fez por ali. Essa imersão da história é muito boa, e te faz ver que vale cada centavo gasto. Estes pontos positivos na imersão da história é ótimo e a abertura do jogo engana bem, te faz pensar no Ys I e II quando na realidade é o YS IV.

Cansan - A cidade inicial

– Gráficos

Os gráficos são algo que, devemos ponderar. Eles são definitivamente superiores aos gráficos do Ys Seven. Enquanto o Seven te traz uma sensação de bonequinhos sem fundo, sem luz nem sombra, aqui temos a impressão de que realmente são objetos 3D completos. Os gráficos são ótimos, mas se compararmos com os gráficos de jogos como Asphalt Injection, percebemos que a Falcom poderia ter trabalhado melhor. O HUD ficou perfeito, creio eu que bem melhor ao do Ys Seven.

Abaixo temos duas imagens de ambos os jogos. As duas primeiras são do Ys Seven de PSP,  e as duas seguidas são do Ys Memories of Celceta.

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O Jogo trouxe de volta o famoso sistema de nuvens que aconteciam no Ys I, II e Oath in Felghana, é legal ver que eles ficam escuros na sombra da nuvem e tal, mas ainda peca na qualidade dessas sombras, inclusive a sombra dos próprios personagens é inferior ao esperado.

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Um aspecto que mudou é que agora você não “Agaixa” e pega um item, como acontece no Seven; aqui você enfia a porrada nas pedras e plantas e “corta” ou “Arranca” os itens dela. É melhor até por que, mesmo com inimigos por perto, você consegue de boa pegar os itens enquanto luta. Outra coisa que mudou foi o menu de itens. Vimos nas Demos que inicialmente quando você pegava um item, ele surgia na sua cabeça e desaparecia, como no Ys Seven. A versão final do game modificou isso, e agora todos aparecem em um menu lateral.

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Como podem ver na imagem acima, alguns objetos em 3D são bem precários. Porém, a evolução é surpreendente perto do Ys Seven que nem havia tantos objetos assim. Aliás, outro ponto infelizmente negativo do jogo. Os mapas são enormes, eles realmente tem mais ou menos… 120% a mais de tamanho que um mapa do Ys Seven, cada área é imensa, contém detalhes, cachoeiras, monstros, pedras, itens, etc. Isso tudo, quando se junta infelizmente causa um SlowDown que, te deixa frustrado. Por que não é um jogo lindamente e surpreendentemente incrível no requisito gráficos, é ruim você correr por uma cidade e sentir um lag dentro do jogo, e a culpa é apenas do mesmo.

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Por fim, outra coisa que eu gostei no jogo é o aspecto visual do Adol. Ele carrega atrás de si mesmo uma espada, e quando ele a saca, a bainha da mesma continua grudada na sua “cinta” em sua cintura. E quando ele descansa, ele guarda a espada ali. É um aspecto visual que deixa você querer mais jogar com ele que com os outros… E eis um problema aí. Depois de salvar algumas vezes, não é raro essa bainha “Sumir” e quando o Adol guarda a espada a mesma desaparece junto pois, ela faz parte desse set de conjuntos do jogo. E o efeito só pode ser resetado saindo do jogo e entrando de novo. É um erro que a Falcom poderia facilmente corrigir, afinal o próprio Vita oferece um sistema de “Upgrade” de versão.

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O Jogo comporta uma imensa qualidade porém, quando o requisito é paisagem. Não é raro MESMO você estar jogando e de repente você se ver parando em algum lugar pra admirar a qualidade superior vista em qualquer Ys. Tão superior, que mesmo sendo “ruim” perto de muitos jogos, te faz ficar sorrindo, admirando, montanhas no horizonte e tudo mais.

O jogo também trás um sistema de dia e noite, veja na imagem a baixo:

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Ele te trás um relógio em algumas áreas do jogo, e este vai clareando e escurecendo. Ele funciona como as doze horas do dia e da noite, porém no tempo dentro do jogo, é muito legal por que, você não tem a mesma liberdade que o Ys Seven. É fácil se perder nos labirintos, e se ver sendo atacado por um monstro de cinco metros de altura que te mata fácil se você não entender que ele é forte de mais pra você. E o tempo corre, clareando e escurecendo, e enquanto você não encontra os monumentos para restaurar suas energias, você se vê encurralado. Veja bem, a limitação de item pulou de 5 (ou 3) pra 99 cada. Porém, você nunca vai estar perto de alguma cidade pra comprar itens, e você vai entrar em uma selva! Além disso, os itens de ressuscitação são caros, dinheiro não é rápido e o sistema de “Sintetizar” itens demora muito tempo até aparecer, e aparentemente só existe em uma cidade.

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Os elementos gráficos pecam em outros estados, por exemplo, Adol tem uma bainha de espada atrás dele, mas todos os outros não tem nada. Quando eles guardam as armas, elas simplesmente “somem” como acontece no Ys Seven. Eu não sei se o culpado disso foi o sistema que ficaria com mais detalhes e pesaria, ou se foi falta de vontade. Na realidade, aprendi com o criador do jogo “megaman X Corrupted” que, quando você trabalha com uma plataforma nova, e cria um sistema, quando ele está quase pronto você já aprendeu outras formas de fazer, formas que dariam menos comandos ao sistema, e o fariam mais leve. Acredito que seja isso que ocorreu com a Falcom aqui. Ela criou o sistema, e quando viu que estava muito pesado, ela decidiu não abusar mais dos gráficos, ela decidiu ao invés de refazer o sistema, apenas completa-lo sem mais detalhes. Isso não muda porém, o fato de que ele é superior a qualquer jogo da série Ys lançada até hoje.

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Mais umas características interessantes do jogo que notei foram as mensagens. Quando você mata um inimigo fraco à sua arma, a mensagem “Excelent Skill” é exibida. Quando você mata um inimigo com uma skill a mensagem “Skill Finish” é exibida. É um aspecto a mais, interessante e bem legal até.

Oh, como nota, o as imagens exibem o HUD dos dois jogos, qual deles vocês preferem?

Por fim, acredito que não é necessário dizer, mas ao tocar em um inimigo, um display é exibido em cima dele com seu Level, sua fraqueza, e os itens que ele dropa as vezes. Toda a tela funciona com toque, incluindo os menus.

– Música

Aqui eis um ponto interessante. O jogo não contém nenhuma música super épica logo de cara. Se você é do tipo que coloca o CD pra ouvir e troca a música por que o começo não é legal, vai se arrepender. Ele tem ótimas músicas, algumas recicladas de jogos antigos. O que realmente impressiona é que, diferente do Seven (Que contém as músicas de batalhas mais fodas contra bosses) aqui temos músicas boas sim, que não enjoam, que não te fazem ficar cansado, e eu te garanto que no mínimo  umas dez músicas serão suas favoritas nesse jogo. Não tem música que desagrada, a Falcom assim como a Atlus, trabalha muito bem com suas músicas, e eles tem a trilha sonora perfeita pra cada jogo. E é o que vemos aqui. Ys Memories of Celceta tem músicas maravilhosas, contém um enredo bem legal, uma história criativa, e olha só, uma das melhores trilhas sonoras que ja vi.

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– Jogabilidade

Aqui, temos tudo o que ja vimos no Ys Seven. Inclusive, não foi adicionada nenhuma função de Pular (creio que o jogo Ys vs Sora no Kiseki tenha sido para avaliar esta função).  E algumas funções mudaram. Agora, Triângulo defende, e você tem o famoso Flash Defense (a mensagem exibe quando você o realiza), e se você desviar do ataque na hora certa, você tem o “Flash Move” onde você se movimenta três vezes mais rápido por alguns segundos, dando um efeito de slow motion em tudo, menos em você.

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O jogo também tem outras funções que fugiram do Ys Seven, por exemplo, aqui você pode nadar por cima das águas, e depois de certo momento do jogo, você poderá mergulhar e infinitamente nadar. Diferente do Ys Seven onde você corria dentro da água, aqui você flutua sobre ela, ou nada sobre ela. O realismo ficou LINDO aqui.

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Além disso, o carregamento de SP é diferente aqui. Você não vai manter o botão de ataque segurado, o jogo carrega o personagem por você, e você não fica brilhando, apenas uma aura em seus pés pode ser vista indicando que você vai dar uma ataque carregado. Este ataque, é uma “Adição” ao combo original, por exemplo: Adol tem 5 ataques, se você esperar carregar, ele vai ter seis.

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O jogo te trás uma opção de Zoom. Isso significa que se você fizer como faz em uma foto no android, com dois dedos usar um efeito Pinça, o jogo afasta ou aproxima, e além disso tem uma opção RESET pra você voltar a câmera no angulo certo. O bom disso, é que você pode observar mais os detalhes dos personagens.

Outra função que o jogo trás nova, e diferente do Ys Seven é que, além de nadar, aqui tem neve, chuva, e tudo mais. Isso representa o fato de que você vai ir em um vulcão, em uma montanha gelada, ou em algum lugar chuvoso durante o jogo. É ou não é legal essas diferenças de clima adicionadas ao jogo?

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Acredito que já mencionei todos os aspectos novos da jogabilidade. Algumas coisas mudam, outras continuam iguais. Como nota adicional, quem gosta de um Adol Mudo, vai ter que remover completamente o audio de todos os personagens, já que não existe a opção “Adol Off” e outra coisa não mencionada e esta é um ponto negativo. Os inimigos só falam dublados quando você os encontra a primeira vez, depois disso, eles quase nunca usam nenhuma voz durante as falas, e isso é triste comparado ao trabalho feito na dublagem do Oath in Felghana. E se você remover a voz dos seus amigos obviamente vai remover as vozes das poucas falas que existem no jogo (com voz).

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– Considerações Finais.

Eu não vou dar uma nota ao jogo real ao jogo. A nota aqui é mais simbólica mesmo. Ys é um jogo de Nicho, que temos que dar graças a Deus que a XSEED trouxe para nós, ocidentais e não é o jogo mais vendido dos tempos. Mas é um dos jogos mais incríveis que joguei, e com certeza é um dos títulos que você deve ter para o PS VITA.

Eu fiquei triste, particularmente com eles terem removido o manual impresso japonês, da versão americana, e como qualquer outro jogo você vai pagar caro pra não ter manual, e o manual interno é bem curto, uma vez que o jogo te ensina quase tudo.

Por fim, acredito que este jogo tem defeitos, mas eles não são defeitos realmente prejudiciais ao Gameplay, você vai se encantar com a história real que substitui os difamados Mask of the Sun e Dawn of Ys, as duas versões do Ys IV que tiveram histórias diferentes com os mesmos personagens e que fizeram você ficar tipo “What?” quando jogou eles (se é que jogou). Ele tem ótimos gráficos SIM, e acredito que o próximo YS de Vita vai vir com todas as forças e melhorias que este precisou e não teve,  ele tem ótimas músicas, um sistema limpo e intuitivo, muitos diálogos interessantes, muitas informações úteis jogadas na sua cara e que se você não ver, posso te chamar de burro.

A nota individual para cada requisito:

História: 10 – Conseguiu unir os aspectos dos dois jogos anteriores e fazer a fusão correta entre ambos, este pode ser chamado de novo Ys IV.

Música: 10 – Podem inicialmente não parecer épicas as músicas, mas elas são incríveis quando você para apenas para escuta-las.

Gráficos: 8 – Comparado com outros jogos, Ys deveria ter sido parado e re-feito assim que a Falcom percebeu os SlowDowns dentro do jogo, porém a pressa por lançar o novo Ys parece ter vencido a paciência deles.

Jogabilidade: 10 – Merecia um onze se eu pudesse, a jogabilidade aqui não peca em nada. Como eu disse os Slow Downs está ocasionado ao número de itens colocados e os códigos que os sistema deve executar. Como são muitos eles acontecem, mas a batalha, a jogabilidade é tudo tão intuitivo que vai te fazer perder horas com o jogo.

Nota Final: 9,5 – O jogo é excelente. É com certeza um dos melhores títulos pra PS VITA e vale muito a pena a compra.

Próximos jogos que pretendo fazer algum Review:

Persona 4 Golden (apenas dele).

Sly Cooper Thieves in Time.

Ultimate Marvel Vs Capcom 3

Todos de PS VITA. Votem se quiserem o Review de algum deles, comentários abaixo!

Obrigado pela leitura! E perdão por qualquer erro ortográfico!

Yekkusu S. Seiken 20/12/2013

                                                                                                – Atualizado em 19/12/2016

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